segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Microagulhas contra infecção

                   Universidade Federal do Rio Grande do Norte
                Escola de ciências e tecnologia
                              Ciências Tecnologia e sociedade III                
            Autor: Antônio Paulino Dantas Júnior

   Resenha:  Microagulhas contra infecção
Resenha sobre o impacto que causará a inovação no mercado farmacêutico.
                                   
                                                               Introdução
    Um adesivo com micro-partículas antimicrobiana, desenvolvido por pesquisadores da Universidade do Estado da Carolina do Norte nos Estados Unidos, é a nova esperança para eliminar os casos de contaminação em campanhas de vacinação em massa destinadas a países subdesenvolvidos. O sucesso da difusão desse adesivo depende de fatores como a capacidade de produção do medicamento pelos fabricantes dessa inovação tecnológica e a questão do preço final do produto no mercado. Segundo pesquisadores a aplicação das microagulhas antimicrobianas tornará dispensável o uso de antissépticos na pele antes da vacinação. Isso acarretará numa modificação na economia farmacêutica, trazendo lucros para os produtores do novo produto e prejuízo para os fabricantes de antissépticos.



                                                                 Proposta
    Escrever uma resenha sobre uma noticia do site pesquisa on-line FAPESP que trata de um adesivo de microagulhas antimicrobianas de uso pré-vacinação, ressaltando principalmente o impacto que causará essa inovação no mercado farmacêutico. Os principais pontos que serão abordados são: a influência do preço no processo de difusão da inovação tecnológica, a capacidade de produção do produto pelos fabricantes que detém a patente e o impacto causado pela difusão do adesivo de microagulhas sobre o mercado farmacêutico afetado principalmente no uso de antissépticos antes da vacinação.



           Microagulhas: inovação e instrumento de modificação na economia
     Uma nova invenção pode eliminar os casos de contaminação em campanhas de vacinação em massa. Segundo a notícia do site pesquisa on-line FAPESP o adesivo com microagulhas com propriedades antimicrobianas é a nova solução para um grande problema que afeta muitos países subdesenvolvidos. Pesquisadores ainda afirmam que a aplicação das microagulhas tornará dispensável o uso de antissépticos antes da vacinação.   
    Não se sabe ao certo quando esse novo produto se tornará popular, um fator que pode determinar o tempo em que essa inovação será parte do cotidiano médico nos países subdesenvolvidos será a capacidade de produção do medicamento pelos fabricantes que detém a patente. Dependendo da intenção e dos interesses de empresários, esse pode ser um processo longo ou incrivelmente rápido.
    Na verdade o que vai determinar mesmo o tempo para que haja a difusão desse medicamento será o preço. À medida que o preço cair, o produto terá grandes chances de entrar nas redes de hospitais públicos, ou mesmo em sistemas de saúdes particulares que não aderirem à tecnologia a principio.
    Com esse avanço tecnológico possuímos em mãos um instrumento de modificação na economia farmacêutica, ou como diria Schumpeter "um instrumento do processo de destruição criadora", à medida que seja utilizado esse adesivo de microagulhas nos setores hospitalares teremos um declínio no uso de antissépticos, criando um forte impacto nas indústrias de produção desse produto que terão que diminuir sua produção, diminuindo logicamente seus lucros.
    Por outro lado, as indústrias que estiverem com o poder de fabricação desse novo produto terão um momento muito favorável aos seus rendimentos, pois a procura irá aumentar até o momento em que o produto se tornar difundido chegando ao sistema de saúde publica, e enquanto não houver outra inovação substituta dessa novidade, a demanda será constante.
    Pode haver também a possibilidade de um jogo de interesses, onde haja acordo entre os fabricantes de antissépticos e os fabricantes do produto substituto, de modo que o adesivo de microagulhas entre lentamente no mercado e com um preço inicialmente caro para que as partes fabricantes de antissépticos não tenham que sofrer um impacto tão agressivo. Mas isso é apenas uma hipótese que a principio só valeria à pena se os fabricantes do medicamento inferior possuíssem em mãos algo que fosse importante para os fabricantes desse novo medicamento.
    A cada inovação tecnológica acontecem grandes mudanças no ciclo da economia. As indústrias de sucesso que captam uma inovação tecnológica acabam criando uma zona de desconforto para a concorrência que fabrica um produto inferior que pode ser substituído. Quando a inovação se difunde e se torna mais acessível, a procura pelo produto menos eficaz acaba sendo reduzida causando uma recessão de sua economia. O adesivo de microagulhas com propriedades antimicrobianas pode ser um exemplo de inovação que causará essa mudança no ciclo da economia farmacêutica, isso irá depender da posição tomada pelos empresários envolvidos no negocio, mas, uma coisa é certa o sucesso dessa empreitada dependerá do custo final do produto lançado no mercado e de grande capacidade de produção.
 





                                                               Conclusão
    O adesivo de microagulhas com propriedades antimicrobianas terá um papel importante nos países subdesenvolvidos, podendo diminuir os casos de contaminação no processo de vacinação em massa. Para que sua difusão aconteça o mais rápido possível é necessário uma grande capacidade de produção e um baixo custo do produto. Sua difusão também pode acarretar danos no mercado farmacêutico devido à diminuição da procura de antissépticos que será substituído pelo adesivo na vacinação. Esses são mecanismos que se repetem em todos os setores da economia em que um produto novo acaba suprindo a necessidade do produto mais antigo gerando um conflito de mercado entre as indústrias de ambos os produtos.



                                                           Referencias:
Fonte: http://www.revistapesquisa.fapesp.br/index.php?art=6792&bd=2&pg=1&lg=
Acesso em 20/11/2010.

CICLOS ECONÔMICOS E MUDANÇA TECNOLÓGICA * O PARADIGMA MICROELETRÔNICO Autor: Paulo B. Tigre Doutor (PhD) em Política Científica e Tecnológica pela University of Sussex – Inglaterra, Professor da UFRJ
"Feiticeiros e aprendizes - as ciências naturais" integra o livro "Era dos Extremos - o breve século XX 1914 - 1991" de Eric Hobsbawn.
Paula, João Antonio de. Ciência e tecnologia na dinâmica capitalista : a elaboração neoschumpeteriana e a teoria do capital. Belo Horizonte: UFMG/Cedeplar, 2001
TAVARES, P. V.; KRETZER, J.; MEDEIROS, N. Economia Neoschumpeteriana: expoentes evolucionários e desafios endógenos da indústria Brasileira. Economia Ensaios,  v.19, n.3, dez. 2005. 
SHIKIDA, P. F. A.; LOPEZ, A. A. O. A questão da mudança tecnológica e o enfoque neoclássico. Teoria e Evidência Econômica, v.5, n.9, p. 79-90, maio 1997.
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TIGRE, PAULO BASTOS (2005). “Paradigmas tecnológicos e teorias econômicas da firma.” Revista Brasileira de Inovação 4(1)

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