segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Estruturas de mercado

Pressuposto: Sinterização de hipóteses que estabelecem as estruturas de mercado.
Tese Central: Comparação de hipóteses que geram as estruturas de mercados e exemplificação das mesmas.
1. Estruturas de mercado    2. Estrutura monopolista        3.Concorrência perfeita

    As estruturas de mercados são modelos que traduzem aspectos relativos na forma de organização dos mercados. Elas buscam consagrar a interação entre oferta e demanda e se baseiam em hipóteses observadas em mercados já existentes. Algumas características que são levadas em consideração na observação de mercados são: o tamanho das empresas, a diferenciação dos produtos, a transparência do mercado, os objetivos dos empresários e o acesso a novas empresas.
    As estruturas de mercado estão divididas em:
    Estruturas clássicas básicas: Se caracterizam pelo monopólio quando um único vendedor fixa o preço de seu produto e pela concorrência perfeita quando muitos vendedores e compradores estão num mercado em que nenhum tem influência significativa no preço.
Outras estruturas clássicas: Se caracterizam pela concorrência monopolista, pelo oligopólio, pelo monopsônio e pelo monopólio bilateral que são modelos derivados dos clássicos básicos com um diferencial nas hipóteses em que se baseiam.
     Modelos marginalistas de oligopólio: Se caracterizam pelo modelo de Cournot, pelo modelo de Sweezy, pelo cartel perfeito e pelos modelos liderança-preço.
    Uma das estruturas mais citadas no texto é a estrutura monopolista. O ponto de lucro Maximo é um dos fatores relevantes na estrutura monopolista, ele pode ser determinado através de ajustes no nível de produção até o ponto em que a receita marginal é igual ao custo marginal, desse modo se consegue aumentar o nível total de produção permitindo um lucro total maior.
    Alguns fatores que propiciam a existência de monopólios são: a dimensão reduzida do mercado, a existência de patentes, o que impede a produção de um produto por firmas concorrentes, a proteção fornecidas por leis governamentais e o controle das fontes de suprimento de matérias-primas para a produção de determinado produto.
    O modelo de estrutura de mercado concorrência perfeita é um pouco utópico, devido aos mercados concorrentes existentes serem diferentes das hipóteses desse modelo. Diz-se que esse modelo gera uma demanda horizontal devido à hipótese de que não pode haver preços diferentes no mercado podendo assim a firma e consumidor apenas especificar a quantidade de produtos. As hipóteses desse modelo estão dispostas abaixo, segundo o autor do texto:
“Existe grande número de compradores e vendedores. Grande número de compradores e vendedores refere-se não ao valor acima de determinada quantidade, mas sim ao preço dado para firmas e para os consumidores;”
“Os produtos são homogêneos, isto é, são substituídos perfeitos entre si; dessa forma não pode haver preços diferentes no mercado;”
“Existe informação completa sobre preço do produto; essa hipótese também é conhecida como transparência do mercado;”
“A entrada e saída das firmas no mercado é livre, não havendo barreiras. Essa hipótese também é conhecida como livre mobilidade. Isso permite que firmas menos eficiente saiam do mercado e que nele ingressem firmas mais eficientes”.
     Em relação aos modelos marginalistas de oligopólio pode-se inferir que o modelo de Cournot é um modelo duopólio no qual duas empresas são dependentes uma da outra e tentam equilibrar os preços de seus produtos. No modelo Sweezy explica por que os preços são estáveis, a pesar de a curva de demanda para preços acima de o valor estabelecido ser elástica e no caso de preços abaixo do preço de equilíbrio ser inelástica. No cartel perfeito temos um modelo no qual uma organização de produtores de um setor determina as políticas de preços para todas as empresas que compõem a organização. Já no modelo de liderança-preço temos um acordo entre as firmas que lideram o mercado ao estabelecer um valor para um produto sem necessidade de um acordo formal.
     A partir da analise desses modelos de estruturas de mercado é possível determinar o preço e a quantidade de equilíbrio. Com isso podemos resgatar as vantagens e desvantagens e definir um modelo que melhor se adéqua ao perfil da sociedade econômica em determinada região.

Referência:
 
VASCONCELLOS, Marco Antonio S. de., Pinho, D. Manual de Economia. 5.ed. São Paulo: Saraiva, 2004. (Capítulo 8 – Pags; 191-202/ Parte do Capítulo 9 – Pags 209-213) 
 
VASCONCELLOS, Marco Antonio S. de., Pinho, D. Manual de Economia. 5.ed. São Paulo: Saraiva, 2004. (Capítulo 8 – Pags; 191-202/ Parte do Capítulo 9 – Pags 209-213)

Paradigmas Tecnológicos

 Pressuposto: A influência da mudança tecnológica na economia.
Tese Central: A influência das revoluções tecnológicas surgidas na era moderna sobre os ciclos econômicos.
1.Ciclos Econômicos        2.Energia a Vapor         3.Energia Elétrica
     A cada inovação tecnológica acontecem grandes mudanças no ciclo da economia. Os empresários de sucesso pelo pioneirismo são copiados gerando uma onda de investimentos que ativa a economia, a inovação se difunde e se torna mais acessível havendo uma queda das margens de lucro e consequentemente há uma redução no investimento causando também a diminuição de mão de obra e finalmente acontece a recessão da economia.
    A partir da difusão do uso do carvão mineral e as inovações na maquinaria têxtil acontece o primeiro grande ciclo de crescimento, dando origem a revolução tecnológica e em 1830 acontece a recensão devido a limitações na produção, transporte e inflexibilidade na localização das manufaturas. Isso foi importante pois impulsionou o desenvolvimento dos primeiros transportes a vapor e a inauguração de grandes ferrovias que proporcionaram emprego. No Brasil essa tecnologia viabilizou a expansão da lavoura de café no Vale do Paraíba e interior paulista gerando uma explosão na economia do café.
    Mais o maior impulsionador da economia foi a descoberta da energia elétrica, que viabilizou o desenvolvimento de muitas tecnologias como o ferro elétrico, maquinas de costura, aspiradores de pó, geladeiras, etc. Esse grande avanço promoveu um “boom de consumo”, muitas empresas foram criadas gerando emprego e crescimento principalmente nos Estados Unidos que se tornou potência econômica mundial.
    Essas entre muitas outras inovações recriam o ciclo da economia mudando e acrescentando caracteres que são utilizados para definir o rumo da economia e a forma que ela implicará no desenvolvimento de países.
 
Referências:

TIGRE, P. B. Paradigmas Tecnológicos. Estudos em Comércio Exterior. Vol. I nº 2 – jan/jun/1997.         

Paula, João Antonio de. Ciência e tecnologia na dinâmica capitalista : a elaboração neoschumpeteriana e a teoria do capital. Belo Horizonte: UFMG/Cedeplar, 2001. 24 p. (Texto para discussão ; 152)                   (12 páginas)

TAVARES, P. V.; KRETZER, J.; MEDEIROS, N. Economia Neoschumpeteriana: expoentes evolucionários e desafios endógenos da indústria Brasileira. Economia Ensaios,  v.19, n.3, dez. 2005.              (10 páginas)

SHIKIDA, P. F. A.; LOPEZ, A. A. O. A questão da mudança tecnológica e o enfoque neoclássico. Teoria e Evidência Econômica, v.5, n.9, p. 79-90, maio 1997.   

CIÊNCIA E TECNOLOGIA NA DINÂMICA CAPITALISTA:


A ELABORAÇÃO NEO-SCHUMPETERIANA E A TEORIA DO CAPITAL
 Pressuposto: Constituição de teoria do lugar da ciência e tecnologia na dinamica capitalista.

Tese Central: Abordagem pelos filósofos sobre a construção de uma teoria que retrate a economia capitalista ligando pontos importantes como a ciência e tecnologia.

1.Teoria neo-schumpeteriana         2.Dinâmica Capitalista         3.Ciência e tecnologia

    O Fator Ciência e tecnologia é um ponto chave na construção da dinâmica capitalista, é esse um dos principais ligados na interação entre a elaboração da teoria neo- schumpeteriana com uma teoria capital permitiu um grande salto qualitativo na explicação da dinâmica capitalista contemporânea.
    Chesnais ressaltou que essas abordagens neo- schumpeteriana estão postas no capitalismo contemporâneo a centralidade da tecnologia com fator primordial nas estratégias de competição do grande capital. As transformações decorridas na década de 70 nas relações entre ciência, a tecnologia e a atividade industrial levaram a tecnologia em termos de competitividade, características que afetaram o sistema industrial.
    O movimento teórico de síntese de subsídios empíricos,dialogo e enriquecimento com outras teorias tornou o entendimento da dinâmica capitalista mais difícil e com mais funções mediativas do sistema capitalista no século XXI, isso pode acarretar em perda do esforço neo- schumpeteriano por falta de base capaz de incorporar esses novos elementos da função que direciona o capitalismo.
Marx acreditava que para consolidar a teoria da concorrência era necessários uma compreensão de dois níveis de analise do capital, e segundo, a elaboração neo-schumpeteriana traz elementos suficientes para o estudo do capital em geral e da versatilidade de capitais.
    Os elementos significativos que movem o capitalismo são muitos, entre eles  a ciência e tecnologia impulsiona de forma expressiva, tornando uma economia competitiva onde o que comanda o crescimento nos dias atuais é o conhecimento.
 
 
Referências:

TIGRE, P. B. Paradigmas Tecnológicos. Estudos em Comércio Exterior. Vol. I nº 2 – jan/jun/1997.         

Paula, João Antonio de. Ciência e tecnologia na dinâmica capitalista : a elaboração neoschumpeteriana e a teoria do capital. Belo Horizonte: UFMG/Cedeplar, 2001. 24 p. (Texto para discussão ; 152)                   (12 páginas)

TAVARES, P. V.; KRETZER, J.; MEDEIROS, N. Economia Neoschumpeteriana: expoentes evolucionários e desafios endógenos da indústria Brasileira. Economia Ensaios,  v.19, n.3, dez. 2005.              (10 páginas)

SHIKIDA, P. F. A.; LOPEZ, A. A. O. A questão da mudança tecnológica e o enfoque neoclássico. Teoria e Evidência Econômica, v.5, n.9, p. 79-90, maio 1997.  

Economia Neoschumpeteriana

     Pressuposto: Analise da Economia Neoschumpeteriana.
    Tese Central: Aplicação das idéias centrais da teoria neoschumpeteriana em uma análise crítica da economia brasileira.
1.Agentes econômicos            2.Economia Brasileira              3.Estado brasileiro
    Os economistas neoschumpeterianos foram muito importantes na construção da teoria econômica de crescimento, eles implementaram a questão tecnológica no processo de desenvolvimento econômico.
    No Brasil, uma das principais questões na reestruturação da economia é a industrial. Nesse caso, os agentes econômicos (empresas, estado, etc) têm um papel fundamental de desenvolver ambientes propícios para inovação. Também se destaca a importância de se investir nos setores de impacto positivo na economia para promoção de competitividade e internacionalização econômica. Existem vários programas que incentivam uma dinâmica desejada da economia, porém não tem um funcionamento eficaz devido a questões institucionais, financeiras, infra-estruturares e falta de iniciativa e visão a longo prazo de empresários.
    Em relação às empresas brasileiras pode-se argumentar a passividade em termos de estratégias em longo prazo e também a falta de colaboração na implementação de políticas de base para todos os agentes econômicos. É importante ressaltar que os empresários devem depositar mais confiança na economia nacional, e por outro lado, terem mais cuidados com crises em alguns setores da economia, pois elas podem afetar negativamente em suas áreas de trabalhos também. No caso do estado brasileiro, é necessário implementar políticas efetivas que tornem viável uma formação de uma cultura de inovação e empreendedorismo.
    Essa compreensão sobre o Estado Brasileiro e sua economia, não seria possível sem a expressiva e resoluta explicação da questão proposta pela teoria econômica neoschumpeteriana, com essa compreensão pode-se trabalhar em cima de políticas colaboradoras da economia brasileira.


Referências:

TIGRE, P. B. Paradigmas Tecnológicos. Estudos em Comércio Exterior. Vol. I nº 2 – jan/jun/1997.         

Paula, João Antonio de. Ciência e tecnologia na dinâmica capitalista : a elaboração neoschumpeteriana e a teoria do capital. Belo Horizonte: UFMG/Cedeplar, 2001. 24 p. (Texto para discussão ; 152)                   (12 páginas)

TAVARES, P. V.; KRETZER, J.; MEDEIROS, N. Economia Neoschumpeteriana: expoentes evolucionários e desafios endógenos da indústria Brasileira. Economia Ensaios,  v.19, n.3, dez. 2005.              (10 páginas)

SHIKIDA, P. F. A.; LOPEZ, A. A. O. A questão da mudança tecnológica e o enfoque neoclássico. Teoria e Evidência Econômica, v.5, n.9, p. 79-90, maio 1997.       (10 páginas)

A QUESTÃO DA MUDANÇA TECNOLÓGICA E O ENFOQUE NEOCLÁSSICO

Pressuposto: É inadequada a explicação da mudança tecnológica sob o enfoque neoclássico.
 
Tese Central: São muitos elementos que influenciam a economia, e não apenas a mudança tecnológica.

1.modelo de inovação       2. demand-pull e technology-push        3.progresso técnico

     O Texto discute principalmente e explica que há uma falta de adequação da mudança tecnológica sob o enfoque neoclássico, tratando de questões que relaciona mudança tecnológica e função de produção, além de debater o modelo de inovação induzida e às abordagens demand-pull e technology-push.
    Cruz (1988) retrata que a postura neoclássica, desde os trabalhos de Hicks (1932) e Solow (1979) até a versão demand-pull e technology-push, é merecedora de críticas ao se tratar de mudança tecnológica, tanto pela falta de distinção entre invenção, inovação e difusão, quanto pela falta de tratamentos adequados em relação as inovações maiores e menores.
    Os pontos chaves do texto são as discussões sobre as variáveis internas da firma que influenciam a mudança tecnológica em um ambiente caracterizado por processos dinâmicos de concorrência. Os planejamentos estratégicos em P & D de médio e longo prazo para indução do processo inovativo, a “cumulatividade”, em que o nível atual de progresso técnico de uma firma é fortemente comprimido em seu passado.
    De fato, com essas respectivas compreensões pode-se inferir que o pressuposto de que o desenvolvimento de novas técnicas seria uma decorrência imediata somente de estímulos de mercado pode ser eliminado, já que é necessário analisar o problema em vários pontos para se chegar a uma conclusão bem sucedida.

Referências:

TIGRE, P. B. Paradigmas Tecnológicos. Estudos em Comércio Exterior. Vol. I nº 2 – jan/jun/1997.         

Paula, João Antonio de. Ciência e tecnologia na dinâmica capitalista : a elaboração neoschumpeteriana e a teoria do capital. Belo Horizonte: UFMG/Cedeplar, 2001. 24 p. (Texto para discussão ; 152)                   (12 páginas)

TAVARES, P. V.; KRETZER, J.; MEDEIROS, N. Economia Neoschumpeteriana: expoentes evolucionários e desafios endógenos da indústria Brasileira. Economia Ensaios,  v.19, n.3, dez. 2005.              (10 páginas)

SHIKIDA, P. F. A.; LOPEZ, A. A. O. A questão da mudança tecnológica e o enfoque neoclássico. Teoria e Evidência Econômica, v.5, n.9, p. 79-90, maio 1997.       (10 páginas)

Desenvolvimento Econômico Brasileiro

 1. Desenvolvimento Econômico
2. O Brasil
3. Celso Furtado
    No Brasil entre as décadas de 40 e 80 o modelo de substituição de importações era predominante. Levam-se em consideração as contribuições de Celso furtado em relação ao papel do mercado interno e a questão da desigualdade regional para a superação do subdesenvolvimento nacional.
    Alguns exemplos da questão teórica e pratica de Furtado, referente ao mercado interno e a questão regional no período 1946-1963 são: O Plano de Metas, os Planos de Desenvolvimento do Nordeste, a SUDENE do governo JK e o Plano Trienal do governo JG.
     A modernização do subdesenvolvimento que é deixada como herança do período militar,se aprofunda nas contradições de um modelo de desenvolvimento concentrador, capaz de absolver avanços tecnológicos e novos padrões de consumo em momento igual  à redução de absorção de trabalho e as disparidades regionais sócio-econômicas.
    No governo Sarney se concentra a questão cultural e sua influencia no subdesenvolvimento do Brasil. Nesse período a resolução de problemas do subdesenvolvimento é suprida por debates sobre problemas de curto prazo.
    No governo atual, que defende o papel ativo do Estado na economia, recupera questões relevantes que são associadas ao mercado interno e a questão regional, como uma atualização das idéias iniciais de Furtado no Ambiente Atual de uma nova etapa de crescimento e desenvolvimento do país.
    Ao que se pode notar, apesar de as idéias originais de Celso Furtado até hoje não serem totalmente aplicadas, elas são de fundamental importância na resolução de problemas essenciais de superação do estagio de subdesenvolvimento do Brasil.
 
 
Referências:

HORTA, GUILHERME TINOCO. “ Ciência, Tecnologia e Subdesenvolvimento: As visões de Schumpeter, Furtado e os Sistemas Nacionais de Inovação. Revista Multiface, vol. 1, nº 2, págs. 40-45, 2007.

MENDES, C.C.A.; TEIXEIRA, J. R. Desenvolvimento econômico brasileiro: uma releitura das contribuições de Celso Furtado. Brasília: IPEA, 2004. (Texto para Discussão n. 1051)

KUPFER, D. & HASENCLEVER, L. (org.). Economia Industrial. Rio de Janeiro: Campus, 2002. 680p.    (Capítulo 18 – Estratégias de Inovação)  (15 páginas)

LASTRES, H. M. M., ALBAGLI, S. (Org.). Informação e globalização na era do conhecimento. Rio de Janeiro: Campus, 1999. 318p.    (Capítulo 2 – Novos Modelos de Gestão e as Informações)  ( 25 Páginas)

Ciência, Tecnologia e Subdesenvolvimento

 1. Tecnologia  
2. Desenvolvimento   
3. Celso Furtado
    A partir de a disponibilidade de tecnologia de ponta e de recursos materiais e financeiros o desenvolvimento econômico tornou-se possível. Indubitavelmente foi o fato de os países periféricos terem dificuldades ao acesso à ciência e tecnologia que gerou esse subdesenvolvimento socioeconômico.
    Considerando a importância da ciência e tecnologia para o desenvolvimento econômico é essencial a discussão das visões neoschumpeteriana e a estruturalista por Celso Furtado, intensificando a formulação de políticas de desenvolvimento para países subdesenvolvidos.
    Para Schumpeter o papel principal do processo de desenvolvimento econômico é a introdução de inovações no processo produtivo. Furtado acredita que o grande mérito da teoria de desenvolvimento econômico de Schumpeter foi a mudança de enfoque em relação aos economistas neoclássicos, no momento em que Schumpeter coloca o empresário como agente transformador do sistema econômico e a questão do progresso técnico como fator dinâmico na economia capitalista.
    Por outro lado, Furtado critica a teoria de Schumpeter pelo fato do enquadramento do empresário em seu contexto histórico. Suas justificativas se baseiam no fato de empresários sem capital não poderem influenciar muito as grandes mudanças no sistema econômico. Outra critica em relação à existência de rendimentos crescentes de escala justificada pelo fato de a diminuição dos custos e aumento de produtividade não exigiriam nenhum espírito inovador, isso seria decorrente da acumulação de capital.
    A visão de Celso Furtado a respeito das relações entre tecnologia e desenvolvimento seguiu a linha cepalina que implica que o entendimento do subdesenvolvimento deve ser um processo autônomo. Justificando que o processo de acumulação que só alcançou a intensidade que o caracteriza a partir de a ciência e tecnologia.
    Com esta caracterização dos pontos observados entre as visões de Schumpeter e as criticas e conclusões de Furtado, pode - se inferir que a tecnologia tem um papel importante no desenvolvimento econômico. Nas ultimas décadas, o subdesenvolvimento, os níveis de internacionalização das economias e os avanços tecnológicos se tornaram muito mais complexos. São essas mudanças que fazem a ciência e tecnologia um pilar de superação do subdesenvolvimento dos países.
 
 
Referências:

HORTA, GUILHERME TINOCO. “ Ciência, Tecnologia e Subdesenvolvimento: As visões de Schumpeter, Furtado e os Sistemas Nacionais de Inovação. Revista Multiface, vol. 1, nº 2, págs. 40-45, 2007.

MENDES, C.C.A.; TEIXEIRA, J. R. Desenvolvimento econômico brasileiro: uma releitura das contribuições de Celso Furtado. Brasília: IPEA, 2004. (Texto para Discussão n. 1051)

KUPFER, D. & HASENCLEVER, L. (org.). Economia Industrial. Rio de Janeiro: Campus, 2002. 680p.    (Capítulo 18 – Estratégias de Inovação)  (15 páginas)

LASTRES, H. M. M., ALBAGLI, S. (Org.). Informação e globalização na era do conhecimento. Rio de Janeiro: Campus, 1999. 318p.    (Capítulo 2 – Novos Modelos de Gestão e as Informações)  ( 25 Páginas)

Novos Modelos de Gestão e as Informações

1. Paradigma produtivo
2. Modelo toyotismo
3. Tecnologia
    Um novo paradigma produtivo decorrente das transformações sócio-técnicas das empresas vem se organizando progressivamente conectado à globalização e a terceira revolução industrial. Em ação do padrão tecnológico baseado na microeletrônica e nas tecnologias da informação, com o novo padrão de gestão baseado nas experiências japonesas, suecas e alemãs.
    A partir do modelo toyotismo, empresas com enorme capacidade de absorver inovações foram desenvolvidas. A diferença entre essas empresas e as demais são os níveis do corpo de profissionais empregados em que concerne o engajamento proativo nessas empresas.
    O novo paradigma produtivo sugere mudanças nas empresas, entre essas mudanças a mobilização da cooperação proativa dos seus colaboradores. É sobre essa perspectiva que questões como as informações no interior das empresas ganham uma dimensão que transcende os seus aspectos estritamente técnicos para ganhar uma função mobilizadora daquela cooperação.
    Nessa perspectiva da importância das informações no cotidiano das empresas, pode- se destacar também os elementos ponderáveis para própria viabilidade de quaisquer esforços no sentido da inserção de modelos de alta performance, como o modelo toyotismo, adaptados à condições macro e microeconômicas num país como o Brasil.
 
Referências:

HORTA, GUILHERME TINOCO. “ Ciência, Tecnologia e Subdesenvolvimento: As visões de Schumpeter, Furtado e os Sistemas Nacionais de Inovação. Revista Multiface, vol. 1, nº 2, págs. 40-45, 2007.

MENDES, C.C.A.; TEIXEIRA, J. R. Desenvolvimento econômico brasileiro: uma releitura das contribuições de Celso Furtado. Brasília: IPEA, 2004. (Texto para Discussão n. 1051)

KUPFER, D. & HASENCLEVER, L. (org.). Economia Industrial. Rio de Janeiro: Campus, 2002. 680p.    (Capítulo 18 – Estratégias de Inovação)  (15 páginas)

LASTRES, H. M. M., ALBAGLI, S. (Org.). Informação e globalização na era do conhecimento. Rio de Janeiro: Campus, 1999. 318p.    (Capítulo 2 – Novos Modelos de Gestão e as Informações)  ( 25 Páginas)

Economia Industrial

1. Teoria institucionalista - schumpeteriana    
2. Estratégias de inovação   
3. Estruturas organizacionais e institucionalistas
    A partir da introdução de inovações tecnológicas no mercado, a empresa é capaz de transformá-lo ou criar novos mercados ou indústrias. Isso é uma das principais abordagens da corrente teórica institucionalista - schumpeteriana que realiza estudos sobre estratégias de inovação na Economia Industrial.
    Na teoria institucionalista - schumpeteriana um exemplo de inovação radical que por si é acompanhada de inovações organizacionais e institucionalistas é a difusão da energia elétrica no século XIX que exigiu a montagem de redes de distribuição, novas formas de compra e venda e uma institucionalidade distinta, no momento em que as principais fontes energéticas eram o carvão mineral e o querosene. As empresas organismos utilizavam esse tipo de inovação para introduzir variedade na estrutura industrial, criando também novas estruturas.
    O comportamento de uma empresa é resultante de fatores externos como o grau de concentração do mercado e as barreiras estruturais à entrada. Nessas situações as empresas acabam sendo incapazes de influenciar a concorrência em seu favor, tendo também pouca chance de competitividade com as empresas já estabelecidas. Automaticamente a eficiência e o desempenho de uma indústria estão referidos ao padrão de concorrência existente no mercado.
    Empresas organizacionais ao escolherem suas estratégias tecnológicas terão que introduzir estruturas organizacionais compatíveis para suportá-las. Os autores schumpeterianos - institucionalistas se opõem ao tradicional modelo linear e sequencial da inovação, em contrapartida à maioria de analises neoclássicas sobre a organização das atividades de P e D no interior das empresas.
    As formas de organização externa adotadas pelas empresas para acessar e difundir as inovações surgidas no ambiente tecnológico são simplificadas pela coordenação vertical das atividades e a padronização das atividades industriais. Essas são estratégias que favorecem a eficácia produtiva, alem de permitir avanços mais rápidos na criação tecnológica.
    A empresa e sua estrutura industrial estão em permanente troca. Estratégias de inovação implicam em mudanças nas estruturas tecno-economicas existentes e nas estruturas organizacionais e institucionais, criando e ao mesmo tempo destruindo mercados. Essas são implicações dinâmicas que a visão estratégica da inovação pode representar para a transformação das estruturas industriais.

Referências

KUPFER, D. & HASENCLEVER, L. (org.). Economia Industrial. Rio de Janeiro: Campus, 2002. 680p.    (Capítulo 18 – Estratégias de Inovação)  (15 páginas)

LASTRES, H. M. M., ALBAGLI, S. (Org.). Informação e globalização na era do conhecimento. Rio de Janeiro: Campus, 1999. 318p.    (Capítulo 2 – Novos Modelos de Gestão e as Informações)  ( 25 Páginas)

HORTA, GUILHERME TINOCO. “ Ciência, Tecnologia e Subdesenvolvimento: As visões de Schumpeter, Furtado e os Sistemas Nacionais de Inovação. Revista Multiface, vol. 1, nº 2, págs. 40-45, 2007.

MENDES, C.C.A.; TEIXEIRA, J. R. Desenvolvimento econômico brasileiro: uma releitura das contribuições de Celso Furtado. Brasília: IPEA, 2004. (Texto para Discussão n. 1051)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O surgimento e a evolução da Metafísica

Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Escola de ciências e tecnologia
Historia e filosofia da ciência e da tecnologia
  Autor: Antônio Paulino Dantas Júnior


     Introdução
    A metafísica é uma das questões mais enigmáticas que surgiu ao longo do tempo, pelo fato de ser algo além da ciência, pensadores renomados de diferentes épocas discutem e usam o tema para dar sentido as suas posições em relação ao mundo. Entre os pensadores posso destacar Parmênides, Aristóteles, Descartes, Immanuel Kant e outros que resgataram o tema com intuito de idealizar uma visão de mundo.


    Proposta
    Meu propósito é fazer uma breve investigação sobre a metafísica na visão e temática de pensadores de diferentes épocas utilizando de seus projetos, trabalhos e pensamentos tentando realizar uma ligação entre cada pensamento e resgatar uma síntese da definição e regência da Metafísica. 
 
 
O surgimento e a evolução da Metafísica
    Os pitagóricos (que acreditavam que a realidade emanava dos números e que estes geram todos os acontecimentos) deram suporte para vários pensadores e filósofos. Isso pode não ter muita relação com o que diz respeito à metafísica, porem podemos identificar alguns pensadores como Copérnico que utilizou a razão de que tudo se deriva dos números e a concepção de raciocínio indutivo e idéia regidas por Sócrates e Platão, para deduzir formulas que desvendam coisas além do que se possa ver.
    Para se chegar a idéia de metafísica (que designa o que cada coisa é e a que classe pertence cada coisa) foi preciso à organização de idéias de vários pensadores começando provavelmente por Parmênides que dividia a essência ou idéia da realidade. Provavelmente esses pensamentos levaram Sócrates a usar sua famosa forma de confundir as pessoas com a história de definição universal.
    Porém, a maior contribuição de Sócrates na verdade foi o método do raciocínio indutivo que foi o que induziu a divisão de conceitos e classes entre coisas materiais e abstratas que estão sendo descobertas até hoje.
    A visão de Sócrates levou Platão a ter o pensamento e conceito de idéia, que leva a percepção de que tudo o que vemos e pensamos veio a partir de uma idéia registrada em nossa alma a partir da linguagem falada (quem não consegue pensar em um elefante após ler esta frase?). 
    Foi Aristóteles quem deu inicio a um dos primeiros trabalhos sobre metafísica, nesse projeto apresenta-se o objetivo de investigação da metafísica que examina o que pode ser afirmado sobre qualquer coisa que existe por causa de sua existência e não por causa de alguma qualidade especial que se tenha, também aborda os diferentes tipos de formas e matéria, causas, a existência dos objetos matemáticos e Deus como o senhor do universo.
    Aristóteles também definiu quatro causas exemplificadas a seguir:
Causa formal — é a forma ou essência das coisas.
Causa material — é a matéria de que é feita uma coisa.
Causa eficiente — é a origem das coisas.
Causa final — é a razão de algo existir.

    Não se pode deixar de explicitar a pessoa que organizou o trabalho de Aristóteles, Andrônico de Rodes organizou a coleção da obra de Aristóteles, e deu o nome de “ta metà ta physiká” ao conjunto de textos que se seguiam aos da física no século 50 a.C ("metà" quer dizer além).
    Na Idade Moderna Santo Tomás de Aquino afirma que a metafísica estuda a causa primeira, e, como a causa primeira é Deus, ele é o objeto da metafísica. A experiência passa a ser extremamente valorizada e a metafísica deixa de ser considerada apenas a base do conhecimento filosófico.
    Descartes realizou um projeto que segue a principio as idéias de Platão, quando promove a idéia de encontrar e bloquear os mecanismos pelos quais nós nos enganamos e tomamos o falso pelo verdadeiro. Isso poderia ser bloqueado conseguindo uma verdade indubitável. Ele cita que muitas vezes nossas sensações são enganadoras e nos leva a pensar algo que na verdade não tem sentido. Dessa forma ele refuta Aristóteles que diz que a sensação é fundamental para o conhecimento.
    David Hume retrata que o homem está completamente submetido aos sentidos, portanto não pode criar idéias, e não é possível formular nenhuma teoria geral da realidade. Para ele, ciência alguma é capaz de atingir a verdade, seus conhecimentos são sempre probabilísticos.
    Immanuel Kant (século XVIII) afirma que o domínio da razão e o rigor científico podem recriar a metafísica, como conjunto dos conhecimentos dados, utilizando a razão, sem utilizar os dados da experiência. Nesse sentido, a metafísica para Kant reduz-se ao estudo das condições e limites do conhecimento.
     Auguste Comte (século XIX) coloca a metafísica como uma ciência espécie de teologia debilitada em seu discurso sobre o positivismo e propõe “A lei dos três Estados” (teológico – metafísico - positivo) que retrata o conhecimento humano em três fases que se opõem indagando que o regime metafísico tende a uma vã reestruturação do estado teológico para satisfazer ás condições da ordem, ou para gerar uma situação puramente negativa, a fim de escapar do domínio opressivo da teologia. Ele coloca o positivismo (ou a ciência) como o mais forte e consistente, pois tudo que é escrito pela ciência tem de ser antes provado.
    O filósofo alemão Martin Heidegger (século XX) faz uma revisão da história da metafísica e sustenta que ela confunde o estudo do ser, o verdadeiro objeto da filosofia, com outros temas, como a idéia, a natureza e a razão.
    Karl Popper acredita que a metafísica pode ser válida, mas é preciso critérios para organizá-la de forma a torná-la não tanto ilusória. “Uma tarefa da lógica do conhecimento é elaborar um conceito de ciência empírica” (Karl Popper). As suas idéias confrontavam um pouco com as idéias de Auguste Comte sobre o positivismo.
    Essa pequena prévia da discussão de grandes pensadores sobre a questão da metafísica caracteriza um confronto de idéias como: o positivismo de Comte com a lógica da pesquisa de Popper, a falta de fé nas sensações de Descartes (que segue também o principio de Platão) versus o julgamento de Aristóteles ao dizer que as sensações são fundamentais para o conhecimento. Por outro lado temos um pensamento continuado ao resgatarmos a divisão entre essência e realidade de Parmênides, o método do raciocínio indutivo de Sócrates, o conceito de idéia de Platão, a definição das causas de Aristóteles, entre outros derivados desse raciocínio que apesar de vermos algumas diferenças nota-se que todos seguem um principio e concordam que a metafísica é algo que vai além da física e que tem a função de agir no que a ciência não pode se envolver, como as questões divinas e essências das coisas.


 Conclusão
    Ao detectar que os pensadores estão em constante embate sobre a definição e regência da própria metafísica, posso inferir que ela nada mais é do que uma ilusão temporária que se confunde com as noções que temos em momentos lúcidos. É algo intangível em que se cria uma ilusão sobre a existência e razão das coisas. É apenas uma forma de se dizer o que se pensa e acreditar que está certo sem necessitar de uma comprovação científica. Pode ser uma maneira muito útil de se escapar das questões lógicas da ciência e entrar em mundo completamente imaginário.
   

Referências
A lógica da pesquisa científica - Popper, Karl; Editora Cultrix-LTDA; São Paulo- SP; 1993.
ARISTÓTELES. Metafísica. Porto Alegre: Globo, 1969. 311p. (Biblioteca dos séculos).

Fonte: http://criticanarede.com/posmetafisica.html   
Acesso: 13/10/2010
 Fonte: http://www.cfh.ufsc.br/~wfil/taylor.htm   
Acesso: 13/10/2010
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Metaf%C3%ADsica_%28Arist%C3%B3teles%29   
Acesso: 13/10/2010
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Metaf%C3%ADsica   
Acesso: 15/10/2010
Fonte: http://www.mundodosfilosofos.com.br/metafisica.htm   
Acesso: 15/10/2010
Fonte: http://www.antroposmoderno.com/antro-articulo.php?id_articulo=587   
Acesso: 16/10/2010
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%B3crates       
Acesso: 22/10/2010
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Plat%C3%A3o   
Acesso: 22/10/2010
Fonte: http://www.mundodosfilosofos.com.br/platao.htm   
Acesso: 25/10/2010
Fonte: http://www.mundodosfilosofos.com.br/aristoteles.htm   
Acesso: 25/10/2010
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Santo_Tom%C3%A1s_de_Aquino
Acesso: 27/10/2010
Fonte: http://www.algosobre.com.br/sociofilosofia/metafisica.html
Acesso: 30/10/2010
Fonte: http://www.scribd.com/doc/7348754/Auguste-Comte
Acesso: 03/11/2010
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Martin_Heidegger
Acesso: 05/11/2010
Fonte: http://www.mundodosfilosofos.com.br/kant.htm   
Acesso: 05/11/2010
Fonte: http://www.culturabrasil.pro.br/comte.htm   
Acesso: 07/11/2010
Fonte: http://www.cobra.pages.nom.br/fc-heidegger.html   
Acesso: 09/11/2010
Fonte: http://lutaaquariana.blogspot.com/2009/04/o-que-e-metafisica-por-martin-heidegger.html
Acesso: 11/11/2010
Fonte: http://ghiraldelli.wordpress.com/2008/01/31/descartes-o-nascimento-da-metafisica-da-subjetividade/
Acesso: 11/11/2010

Microagulhas contra infecção

                   Universidade Federal do Rio Grande do Norte
                Escola de ciências e tecnologia
                              Ciências Tecnologia e sociedade III                
            Autor: Antônio Paulino Dantas Júnior

   Resenha:  Microagulhas contra infecção
Resenha sobre o impacto que causará a inovação no mercado farmacêutico.
                                   
                                                               Introdução
    Um adesivo com micro-partículas antimicrobiana, desenvolvido por pesquisadores da Universidade do Estado da Carolina do Norte nos Estados Unidos, é a nova esperança para eliminar os casos de contaminação em campanhas de vacinação em massa destinadas a países subdesenvolvidos. O sucesso da difusão desse adesivo depende de fatores como a capacidade de produção do medicamento pelos fabricantes dessa inovação tecnológica e a questão do preço final do produto no mercado. Segundo pesquisadores a aplicação das microagulhas antimicrobianas tornará dispensável o uso de antissépticos na pele antes da vacinação. Isso acarretará numa modificação na economia farmacêutica, trazendo lucros para os produtores do novo produto e prejuízo para os fabricantes de antissépticos.



                                                                 Proposta
    Escrever uma resenha sobre uma noticia do site pesquisa on-line FAPESP que trata de um adesivo de microagulhas antimicrobianas de uso pré-vacinação, ressaltando principalmente o impacto que causará essa inovação no mercado farmacêutico. Os principais pontos que serão abordados são: a influência do preço no processo de difusão da inovação tecnológica, a capacidade de produção do produto pelos fabricantes que detém a patente e o impacto causado pela difusão do adesivo de microagulhas sobre o mercado farmacêutico afetado principalmente no uso de antissépticos antes da vacinação.



           Microagulhas: inovação e instrumento de modificação na economia
     Uma nova invenção pode eliminar os casos de contaminação em campanhas de vacinação em massa. Segundo a notícia do site pesquisa on-line FAPESP o adesivo com microagulhas com propriedades antimicrobianas é a nova solução para um grande problema que afeta muitos países subdesenvolvidos. Pesquisadores ainda afirmam que a aplicação das microagulhas tornará dispensável o uso de antissépticos antes da vacinação.   
    Não se sabe ao certo quando esse novo produto se tornará popular, um fator que pode determinar o tempo em que essa inovação será parte do cotidiano médico nos países subdesenvolvidos será a capacidade de produção do medicamento pelos fabricantes que detém a patente. Dependendo da intenção e dos interesses de empresários, esse pode ser um processo longo ou incrivelmente rápido.
    Na verdade o que vai determinar mesmo o tempo para que haja a difusão desse medicamento será o preço. À medida que o preço cair, o produto terá grandes chances de entrar nas redes de hospitais públicos, ou mesmo em sistemas de saúdes particulares que não aderirem à tecnologia a principio.
    Com esse avanço tecnológico possuímos em mãos um instrumento de modificação na economia farmacêutica, ou como diria Schumpeter "um instrumento do processo de destruição criadora", à medida que seja utilizado esse adesivo de microagulhas nos setores hospitalares teremos um declínio no uso de antissépticos, criando um forte impacto nas indústrias de produção desse produto que terão que diminuir sua produção, diminuindo logicamente seus lucros.
    Por outro lado, as indústrias que estiverem com o poder de fabricação desse novo produto terão um momento muito favorável aos seus rendimentos, pois a procura irá aumentar até o momento em que o produto se tornar difundido chegando ao sistema de saúde publica, e enquanto não houver outra inovação substituta dessa novidade, a demanda será constante.
    Pode haver também a possibilidade de um jogo de interesses, onde haja acordo entre os fabricantes de antissépticos e os fabricantes do produto substituto, de modo que o adesivo de microagulhas entre lentamente no mercado e com um preço inicialmente caro para que as partes fabricantes de antissépticos não tenham que sofrer um impacto tão agressivo. Mas isso é apenas uma hipótese que a principio só valeria à pena se os fabricantes do medicamento inferior possuíssem em mãos algo que fosse importante para os fabricantes desse novo medicamento.
    A cada inovação tecnológica acontecem grandes mudanças no ciclo da economia. As indústrias de sucesso que captam uma inovação tecnológica acabam criando uma zona de desconforto para a concorrência que fabrica um produto inferior que pode ser substituído. Quando a inovação se difunde e se torna mais acessível, a procura pelo produto menos eficaz acaba sendo reduzida causando uma recessão de sua economia. O adesivo de microagulhas com propriedades antimicrobianas pode ser um exemplo de inovação que causará essa mudança no ciclo da economia farmacêutica, isso irá depender da posição tomada pelos empresários envolvidos no negocio, mas, uma coisa é certa o sucesso dessa empreitada dependerá do custo final do produto lançado no mercado e de grande capacidade de produção.
 





                                                               Conclusão
    O adesivo de microagulhas com propriedades antimicrobianas terá um papel importante nos países subdesenvolvidos, podendo diminuir os casos de contaminação no processo de vacinação em massa. Para que sua difusão aconteça o mais rápido possível é necessário uma grande capacidade de produção e um baixo custo do produto. Sua difusão também pode acarretar danos no mercado farmacêutico devido à diminuição da procura de antissépticos que será substituído pelo adesivo na vacinação. Esses são mecanismos que se repetem em todos os setores da economia em que um produto novo acaba suprindo a necessidade do produto mais antigo gerando um conflito de mercado entre as indústrias de ambos os produtos.



                                                           Referencias:
Fonte: http://www.revistapesquisa.fapesp.br/index.php?art=6792&bd=2&pg=1&lg=
Acesso em 20/11/2010.

CICLOS ECONÔMICOS E MUDANÇA TECNOLÓGICA * O PARADIGMA MICROELETRÔNICO Autor: Paulo B. Tigre Doutor (PhD) em Política Científica e Tecnológica pela University of Sussex – Inglaterra, Professor da UFRJ
"Feiticeiros e aprendizes - as ciências naturais" integra o livro "Era dos Extremos - o breve século XX 1914 - 1991" de Eric Hobsbawn.
Paula, João Antonio de. Ciência e tecnologia na dinâmica capitalista : a elaboração neoschumpeteriana e a teoria do capital. Belo Horizonte: UFMG/Cedeplar, 2001
TAVARES, P. V.; KRETZER, J.; MEDEIROS, N. Economia Neoschumpeteriana: expoentes evolucionários e desafios endógenos da indústria Brasileira. Economia Ensaios,  v.19, n.3, dez. 2005. 
SHIKIDA, P. F. A.; LOPEZ, A. A. O. A questão da mudança tecnológica e o enfoque neoclássico. Teoria e Evidência Econômica, v.5, n.9, p. 79-90, maio 1997.
VASCONCELLOS, Marco Antonio S. de., Pinho, D. Manual de Economia. 5.ed. São Paulo: Saraiva, 2004.
MARTELETO, R. M.; SILVA, A. B. O. Redes e capital social: o enfoque da informação para o desenvolvimento local. Ciência e Informação, Brasília, v. 33, n. 3, p. 41-49, set./dez. 2004
TIGRE, PAULO BASTOS (2005). “Paradigmas tecnológicos e teorias econômicas da firma.” Revista Brasileira de Inovação 4(1)